Mitos
Mito é a ação constante e individualizada
de seres e de coisas que se dão no céu e na terra. O
mito transfigura os seres e os fenômenos naturais, transformando-os
em totens e tabus. Num sentido mais amplo o mito tanto se refere a personagens
sobrenaturais, como a objetos extraordinários ou regiões
fantásticas, que existem na mentalidade de tribos e povos. Eles
sempre contêm símbolos de sentido oculto ou manifesto, que
coordenam os anseios e temores humanos com os grandes fenômenos naturais.
Existem mitos zoológicos, aquáticos, florestais e minerais,
estes últimos relativos a pedras e montanhas. Alguns mitos vivem
em estórias e em acalantos, como o Tutu-marambá e outros
bichos papões. Entre os mitos mais conhecidos encontramos: O
Saci, o Lobisomem, o Curupira,
o Boitatá, a Mula-Sem-Cabeça,
o Corpo-Seco, etc. Os mitos podem ser
gerais, regionais, ou locais.
Os gerais são conhecidos, não só no Brasil,
como em diversas regiões do mundo e se originaram em tempos imemoriais.
Entre os brasileiros, além dos já citados encontramos: a
Pisadeira,
o Papa-Figo,
Anhangá,
Caboclo
d’Água, etc.
Dos regionais temos: A Porca dos Sete
Leitões, em São Paulo; o Famaleal
(Famaliá),
no norte de Minas Gerais; Pai do Mato,
em Goiás;
Cobra Norato, no Pará;
Boi
Vaquim, no Rio Grande do Sul; Tibanaré,
em Mato Grosso; e assim por diante.
Dos locais encontramos: Alamoa,
em Fernando de Noronha; Assombração
da Rede, em Guarapiranga (São Paulo); Ana
Jansen, em S. Luís (Maranhão); o Vulto
Branco, em Poços de Caldas (Minas Gerais), etc.
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