O Sertão Nordestino
 
O Tipo de solo, a precipitação limitada e desigual de chuvas determinam o clima da região: um clima tropical semi-árido. O clima influi sobre a vegetação - a caatinga. Vegetação Heeterogênea. Árvores baixas, raivosamente espinhadas. Árvores resistentes, como a aroeira, o angico. Vegetação rasteira que desaparece quando as chuvas também desaparecem.
A seca é uma eterna ameaça. Com a seca as folhas caem. Com exceção do juazeiro e da oiticica. Algumas plantas resistem. A verdadeira caatinga fica verde: os facheiros, o xique-xique, o mandacaru, os cardeiros.
Tudo fica seco: rios, fontes. A comida começa acabar. A chuva é a salvação.
O sertanejo reza pedindo chuvas. O céu é imensamente azul - sem nuvens.
Quando as chuvas caem a caatinga reverdece. As flores surgem. A vegetação rasteira cobre o chão. O sertanejo vive um período de tranqüilidade.

A pecuária foi o ponto de apoio da ocupação humana nesta região. 
O fazendeiro branco teve no índio o seu melhor auxiliar. No sertão predomina o mameluco ou caboclo, mestiço de branco e índio. É o nosso vaqueiro. Vaqueiro das caatingas áridas. Das criações sem cercas, separadas por ribeiros.
Para vencer a vegetação agreste, cheia de espinhos e o sol intenso, o vaqueiro passou a usar uma roupa de couro. Cavalo e cavaleiro vestem uma armadura de couro. Surgem os "encouraçados do sertão".
O povoamento é muito disperso. Pequenas vilas surgiram em torno das feiras de gado e das pousadas.

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Brasil, Histórias, Costumes e Lendas / Alceu Maynard Araújo - São Paulo: Editora Três, 2000
Ilustrações de José Lanzellotti escaneadas do livro: Brasil, Histórias, Costumes e Lendas.