Um funcionário
a passeio com sua família
Rio de Janeiro
- Início do Século XIX
O brasileiro
passa a se interessar pela elegância e moda francesa que, por volta
de 1831, a Rua do Ouvidor (Rua Vivienne, de Paris, no Rio) era quase inteiramente
constituída de lojas francesas de todo tipo, mantidas pela prosperidade
de seu comércio.
A cena
aqui desenhada representa a partida, para o passeio, de uma família
de fortuna média, cujo chefe é funcionário. Segundo
o antigo hábito observado nessa classe, o chefe de família
abre a marcha, seguido imediatamente, por seus filhos, colocados em fila
por ordem de idade, indo o mais moço sempre na frente; vem a seguir
a mãe, ainda grávida; atrás dela, sua criada de quarto,
escrava mulata, muito mais apreciada no serviço do que as negras;
seguem-se a ama negra, a escrava da ama, o criado negro do senhor, um jovem
escravo em fase de aprendizado, o novo negro recém-comprado, escravo
de todos os outros... O cozinheiro é o guarda da casa.
Alguns
anos depois, a imitação da moda francesa tornou elegante
darem os homens, no passeio, o braço às senhoras casadas
ou viúvas. As moças, caminham duas a duas, dão-se
o braço reciprocamente, maneira infinitamente muito mais cômoda
de manter uma conversação.
Registro de Debret
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