Podem referir-se a várias manifestações
do folclore espiritual, como: fantasmas, duendes, figuras míticas
e assombrações, com também a ritos religiosos católicos
ou fetichistas.
Ex.: acreditar que Santo Onofre evita a embriaguez
ou não deixa faltar dinheiro na carteira; que Santa Bárbara
afasta as tempestades; assim como crer em orações fortes,
medalhas, rosários, crucifixos, patuás, etc.
Existem crendices e superstições
referentes à natureza: sol, lua, estrelas. Apontar para estrela
faz nascer verruga na ponta do dedo. Ou então acerca da água,
da chuva, dos ventos ou das nuvens.
Ex.: moça que come na panela, chove
no dia do casamento.
O sol cura tersol.
Tanto as crendices como as superstições
se encontram relacionadas com as plantas, animais, o fogo, acontecimentos
meteorológicos, enfim, tudo o que nos rodeia, mas ambas existem
tanto em pessoas das esferas populares, quanto nas camadas mais elevadas
da sociedade, e quando elas não são conseqüência
do medo, o são de crenças tradicionais, muitas das quais
se perdem na noite dos séculos, derivando por vezes de arquétipos
milenares.
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